Black Friday na medicina?
Por que isso pode custar caro à sua marca
Recentemente, participei de uma entrevista na Rádio Piracicaba, onde falei exatamente sobre esse tema: os riscos estratégicos e éticos da “Black Friday” no setor de saúde.
👉 Ouça aqui a entrevista completa: https://radiopiracicaba.com.br/post/200251/black-friday-na-medicina-especialista-explica-por-que-nao-investir-em-promocoes
Com a chegada da temporada de promoções, é natural que muitas empresas ajustem sua comunicação para aproveitar o apelo comercial do momento. Mas quando falamos de saúde , a conversa precisa ser outra.
No universo médico, aderir à lógica das liquidações não é apenas inadequado — pode ser um risco real para sua reputação e sua autoridade profissional.

O que diz o CFM
Antes de tudo, é importante lembrar: a Resolução CFM nº 1.974/2011 veda expressamente a divulgação de preços, descontos e promoções em publicidade médica. Isso significa que “oferta especial”, “cupom” ou “descontos de Black Friday” não são apenas termos de marketing mal aplicados — são infrações éticas que podem gerar sanções.
Mas o impacto vai além da ética
Mesmo que não houvesse regra alguma, o dano seria outro:
sua marca.
Toda vez que um médico ou clínica adota a lógica promocional típica do varejo, assume uma postura incompatível com o valor que deseja transmitir. Não se trata apenas do que está sendo ofertado, mas de como isso molda a percepção do público sobre o seu trabalho.
E é aqui que entra uma pergunta estratégica:
Você quer ser lembrado como uma referência de confiança ou como “aquele que sempre faz descontão”?
O efeito invisível: desvalorização
Campanhas de desconto em serviços médicos treinam o paciente a esperar pela próxima oportunidade de pagar menos — e não a valorizar o cuidado que está sendo oferecido.
Além disso, reforçam uma mentalidade de consumo que trata a saúde como um produto comum, comparável em preço, e não como uma relação de confiança e responsabilidade. Isso afasta o discurso de autoridade e aproxima o discurso de liquidação.
“Mas o consultório precisa atrair mais pacientes”
Nós sabemos. Mas atrair não pode significar desvalorizar.
Existem formas éticas, estratégicas e alinhadas ao posicionamento premium de comunicar diferenciais, gerar desejo e incentivar agendamentos — sem recorrer a descontos. Quando o consultório comunica com clareza, mostra valor com consistência e estrutura sua presença de forma profissional, ele atrai por autoridade — não por preço.
A decisão é sua — e o posicionamento também
Entrar na “Black Friday da saúde” pode parecer uma boa ideia para encher a agenda no curto prazo. Mas o custo dessa decisão pode ser alto: a reputação que você levou anos para construir.
Se você busca ser percebido como referência, o caminho não está nas promoções — está na coerência entre o que você faz, o que comunica e o que representa como marca.
E aqui na Simplex, é isso que a gente faz: te ajuda a construir valor sem precisar entrar em liquidação.
Sua marca.
Seu valor.
Simples assim.





